domingo, 26 de julho de 2015

Déficit de Aulas é de 20% no RN

Resultado de imagem para Déficit de aulas no RNQuase um quinto das aulas exigidas pelo currículo escolar da rede estadual não é lecionada por falta de professores. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEEC), os 12 mil professores ativos na rede não conseguem suprir a necessidade de 69 mil aulas mensais nas 657 escolas estaduais.

Por coincidência ou não, o déficit na carga horária é mais crítico nas disciplinas de matemática e ciências, nas quais o desempenho dos estudantes potiguares, refletido pelos índices nacionais de educação, é pífio. De acordo com a SEEC, 23% das aulas de matemática necessárias para a rede não são ministradas.

Os cálculos e a interpretação dos números são um “calo” para boa parte dos estudantes da rede pública. De acordo com levantamento da ONG Todos pela Educação, divulgado em julho, apenas 4% dos estudantes que saem do Ensino Médio no estado possuem conhecimento básico em matemática. O percentual foi calculado com base no desempenho de 2.795 alunos na Prova Brasil e no índice SAEB, ambos realizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas em Educação Anísio Teixeira (Inep) entre 2013 e 2014.

Em ciências, o Rio Grande do Norte amargou o terceiro pior desempenho no ranking nacional dos estados no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), realizado pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (ODCE). No último levantamento sobre esta disciplina, em 2009, a média dos alunos do RN foi de 369,4 pontos. A média nacional era 405 pontos.

Para os alunos da rede estadual, sejam do ensino fundamental ou médio, os “horários vagos” são uma realidade comum e, geralmente, irreversível. Na Escola Estadual 15 de Outubro, na Zona Norte de Natal, os estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental estão sem aula de matemática desde o início do ano. Nem fizeram prova. Como a carga horária dos docentes é limitada a 30 horas semanais, a única professora de matemática da escola, Maria das Graças Bezerra, precisou escolher qual série deixaria sem aulas neste ano. “Só consigo dar aula em cinco das sete turmas. Saí do 8º ano e fui para o 9º ano para não deixar eles sem aula para o IFRN”, conta a professora, que estimula os alunos a tentarem o exame de seleção do instituto federal: em 2014, dois foram aprovados.

Gestores e especialistas em educação são unânimes: para não mais se escandalizar com os índices, o RN precisa reformar o currículo, valorizar o professor, garantir infraestrutura para escolas. Uma fórmula antiga mas que, se bem aplicada, pode reverter o quadro negro que se desenha para a educação.

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