Governo Diz que as Manifestações São Fatos Naturais de Um Regime Democrático

 Depois de aproximadamente 800 mil pessoas irem às ruas do País protestar contra o governo Dilma Rousseff, o Palácio do Planalto procurou ontem tratar as manifestações “como fatos naturais” de um regime democrático e cobrou otimismo da população e de empresários para superar uma agenda repleta de dificuldades, diante do agravamento da crise econômica e política. 
 
“Nosso sentimento é de otimismo, sim. E repito: se quebrarmos esse ambiente de pessimismo que se instaurou, se o empresariado acreditar no potencial econômico do Brasil, se o povo brasileiro acreditar no potencial que o Brasil tem, evidente que isso vai facilitar e muito a retomada do crescimento, a geração de empregos”, disse o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva.

Ministros e líderes do governo Dilma consideram naturais protestos pedindo impeachmentMinistros e líderes do governo Dilma consideram naturais protestos pedindo impeachment

Pouco antes do início da reunião da presidente Dilma Rousseff com ministros da coordenação política, o Relatório de Mercado Focus previu, pela primeira vez, queda da atividade econômica também em 2016. As projeções de queda para o PIB deste ano foram revisadas de 1,97% para 2,01%.

Preocupada com a deterioração dos indicadores econômicos, a presidente reforçará a agenda de encontro com empresários, com uma nova rodada de conversas programada para ocorrer nesta sexta-feira, em Recife. Na última sexta-feira, ela se reuniu com empreendedores em Salvador.

“O governo encara manifestações com normalidade, se preocupa muito mais com construção de agenda para o País. Queremos a construção de uma agenda, de um ambiente de otimismo, que possamos acreditar no Brasil. Temos de acreditar na força do nosso País”, enfatizou Edinho Silva.

Questionado sobre a participação de lideranças tucanas nos protestos que tomaram as ruas do País, o ministro evitou fazer qualquer comentário. “Quem tem de fazer o balanço da oposição é a própria oposição. Não cabe ao governo avaliar se ela teve um bom desempenho”, desconversou. “Não tem problema nenhum o Brasil ter uma oposição articulada, só esperamos que, quando os interesses são do País que, em vez de ficarmos cultivando as questões partidárias, a gente possa enxergar aquilo que é de interesse nacional.”