domingo, 9 de agosto de 2015

Pais Cidadãos Transformam Vidas

Preocupação com a educação, o bem-estar, o futuro. Em formar cidadãos para o mundo e oferecer o melhor possível. Sentimento próprio de quem é pai pode ganhar uma dimensão muito maior quando em vez de um, dois, cinco filhos, se é pai de centenas ou até milhares. E é possível, sim. Os pais sociais. Gente como  o médico Madson Vidal, o jornalista Flávio Rezende e o administrador Rilder Campos que, movidos por um sentimento de amor ao próximo e de promover uma sociedade menos desigual, se doam a mudar a vida de tantos desconhecidos por meio de projetos e casas de apoio - a Amico, a Casa do Bem e a Casa Durval Paiva, respectivamente.

Tantos que, aos poucos, se tornam família. Filhos postiços que vão chegando da mesma comunidade ou de cidades distantes, com bagagens pesadas que em comum trazem uma realidade de pobreza, dor e falta de acesso a cidadania. “Pais” que por motivações distintas modificaram a vida para atender, padecer e também se alegrar com as vitórias de crianças e jovens que passam por suas mãos.  Conheça um pouco da história desses três super-pais que, neste domingo especial, têm muitas vidas a celebrar.

Coração valente
Médico anestesiologista e intensivista, Madson Vidal, 51 anos, não pensava em tal  profissão na infância e tampouco na guinada que daria na sua e na vida de tantos, quando saiu de Marcelino Vieira, no Alto Oeste, para estudar em Natal. Foi a experiência - e a frustração - enquanto médico de perder crianças por diagnóstico tardio de cardiopatia ou por não ter o tratamento adequado após cirurgia, que o levaram a se especializar em cirurgia infantil. A perda chegava a 40% das crianças diagnosticadas com cardiopatias. E mais, transcender o universo dos consultórios médicos e do contato pontual com os pacientes.
Junior Santos Madson Vidal, médico anestesiologista e intensivistaMadson Vidal, médico anestesiologista e intensivista

O sentimento de salvar e dar melhor sobrevida a crianças com doenças crônicas do coração aliado a gratidão por ter vencido na vida, levou o médico a fundar a AMICO - Associação dos Amigos do Coração das Crianças -, há dez anos. “Começamos por buscar um melhor atendimento, conseguir um exame que precisava antes, durante ou após a cirurgia e entrar com ação na Justiça para conseguir tratamento fora e as coisas foram crescendo até termos estrutura de casa de apoio”, disse.

Em 2010, o trabalho da Associação ganhou sede própria e oferece serviços de enfermagem, nutrição, acompanhamento psicológico para crianças e familiares, odontologia e medicamentos. “Aqui, tratamos além do coraçãozinho doente, tratamos do resgate da cidadania, de formar pessoas mais conscientes por meio do acesso a serviços que são negados ou deficitários no sistema”, afirma o médico.

Pai de quatro filhos - Júlia, 27 anos, Marina, 23, Maria Clara, 21, e José, de 5 anos – perderia a conta e nome de todos que já passaram por seus cuidados em  10 anos de trabalho social. Só nos primeiro semestre deste ano, a Casa registrou 170 pacientes em hospedagem e outros 200 atendimentos em consultas, exames, nutrição.

E mesmo não sendo filhos de sangue, a resposta em nada difere a de muitos pais quando questionado qual a maior preocupação: o futuro e educação deles.

A convivência para além das paredes de consultórios e salas de cirurgias faz as relações mais humanas e familiar. “O riso de uma criança se curando é a maior recompensa”, completa Vidal.

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