7 de Setembro: O Que Significa Ser Um País Independente?

 

A palavra independência é queridinha de todo mundo. As crianças querem ser independentes, os adolescentes, jovens, adultos, velhos; as famílias, escolas, empresas, órgãos públicos, grupos; os municípios, estados, países... A seu modo, cada um quer ser independente, pois a liberdade (autonomia) gera bem-estar, aquele sentimento de que se está por cima, dono da situação, de que se pode fazer as coisas sozinho.

Para uma criança, sair com os amiguinhos desacompanhada dos pais ou fazer os deveres de casa sozinha pode significar independência; alguns jovens se consideram independentes quando conquistam o direito de votar e de trabalhar; já muitos adultos só se consideram independentes quando têm condições suficientes para sustentar a família e ajudar a comunidade onde vivem. 

Parece que, em cada estágio da vida, a independência se manifesta de uma forma diferente, não é mesmo? E uma coisa legal de a gente perceber é que exercer a cidadania (ter nossos direitos respeitados e cumprir nossos deveres) também é ser independente. Mas que tal falar agora da independência de um país? Vamos lá:

Independência ou Morte, do pintor paraibano Pedro Américo (óleo sobre tela, 1888).
Creative Commons - CC BY 3.0 - Dom Pedro I na proclamação da Independência do Brasil

Brasil livre de Portugal
Principalmente na Semana da Pátria, no início do mês de setembro, é importante falar de independência. Afinal, foi em 7 de setembro de 1822, com o grito de "Independência ou morte" de D. Pedro I, que o Brasil se tornou um país livre do domínio português.
A historiadora Isabel Lustosa, autora do livro Histórias de Presidentes - a República no Catete, destaca que o Sete de Setembro coroou uma seqüência de fatos que já faziam do Brasil um país independente de Portugal. “O mais importante foi a decisão, tomada em junho de 1822 pelo príncipe regente D. Pedro e seu Conselho de Estado, de que se fizessem eleições para deputados para compor uma Assembléia Constituinte, no sentido de que o Brasil tivesse sua própria Constituição”, declara.  

Mas, afinal, o que é ser um país independente?
Isabel tem a resposta na ponta da língua: Um país independente é aquele que tem total autonomia para cuidar de todas as coisas que acontecem nos limites geográficos de suas fronteiras. Ser independente é ser uma nação governada de acordo com o que foi definido pelo povo a partir de suas tradições ou convicções sem que o governo de qualquer outro país possa interferir. Ser independente é ser capaz de decidir sobre o regime político que lhe convém, sobre a maneira de organizar a administração, a economia, a política e as demais instituições sociais.

E o Brasil é plenamente independente?
Na opinião da historiadora, sim! Ele é um país com uma cultura própria, produto de sua história, que organiza sua vida interna de acordo com o que decidem os cidadãos brasileiros por meio de seus deputados e senadores, eleitos pelo voto direto em eleições livres.
E na área financeira? “O Brasil é um país com uma política econômica própria que, mesmo sendo guiada pelas regras do mercado, toma suas próprias decisões”, explica. E por fazer parte do corpo das Organização das Nações Unidas, a política externa do Brasil (relação do Brasil com os outros países) é orientada no sentido de preservar a harmonia entre as nações. “E mesmo essa alternativa é uma decisão do povo brasileiro através de seus governantes, escolhidos pelo voto direto em eleições 
livres”, conclui a professora.

As bandeiras de hoje
No início do século dezenove, a independência era uma bandeira fortíssima no nosso país. Muitos brasileiros, como Tiradentes e D. Pedro I, lutaram bravamente, guiados pela idéia fixa de livrar o Brasil do domínio português. Depois de o Brasil se tornar independente, as palavras de ordem já mudaram várias vezes, e hoje são outros os lemas que nos norteiam.