Governo Anuncia Cortes de R$ 26 bilhões

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou ontem a recriação da CPMF, com uma alíquota de 0,20%, o que proporcionará uma arrecadação adicional estimada em R$ 32 bilhões em 2016. Em contrapartida, deverá haver uma redução no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). 
 
"Essa é uma medida bastante central do esforço fiscal. A CPMF foi considerada que, dentre todas as alternativas de tributos, seria o caminho que traria menores distorções na economia e menor impacto inflacionário. Esse é o imposto mais distribuído, incidindo de maneira equitativa entre todos os setores da economia", argumentou Levy. "O imposto equivale a dois milésimos de uma entrada de cinema paga em cartão de crédito, por exemplo", completou o  ministro.

Joaquim Levy e Nélson Barbosa detalham pacote do governo sobre cortes de gastos e medidas para arrecadar R$ 32 bilhõesJoaquim Levy e Nélson Barbosa detalham pacote do governo sobre cortes de gastos e medidas para arrecadar R$ 32 bilhões

Segundo ele, a arrecadação adicional proporcionada pelo retorno da CPMF vai ajudar a reduzir o déficit da Previdência Social, que é prioridade do governo. "Trata-se de uma contribuição provisória porque o déficit da previdência pode ser atacado de maneira estrutural. Além disso, com a retomada do crescimento, haverá um natural fortalecimento da Previdência, mas enquanto isso não podemos deixá-la sem cobertura", alegou.

Levy disse que o governo procurou colocar uma alíquota da CPMF no mínimo necessário para garantir segurança fiscal, e os bancos estariam preparados para aplicar a nova tributação rapidamente. "A CPMF alcança inclusive o trabalho informal e quem está fora da legalidade. Tem um aspecto social importante. Depois de ouvir muitos empresários e parlamentares, decidimos que essa seria a forma mais eficiente de se conseguir proteger a previdência", adicionou.