quarta-feira, 16 de setembro de 2015

No RN 50% dos Crimes Ocorrem em Via Pública

O Rio Grande do Norte teve, até esta terça-feira (15), 1.121 homicídios durante o ano. Os dados são da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (Coine), da Secretaria de Segurança e Defesa Social do Estado (Sesed). No levantamento, a Coine indicou os principais locais genéricos de crimes violentos letais intencionais (CVLI). Pelo estudo, aproximadamente a metade das mortes ocorre em via pública.

Dos 1.121 homicídios registrados este ano, 563 ocorreram nas ruas ou calçadas das cidades do RNDos 1.121 homicídios registrados este ano, 563 ocorreram nas ruas ou calçadas das cidades do RN

Dos 1.121, 563 ocorreram nas ruas ou calçadas dos municípios do Estado, com mais 27 ocorrendo em favelas ou áreas sem urbanização e duas em feiras livres. O segundo local em que mais ocorreram mortes foram as residências ou locais de trabalho das vítimas, onde 169 foram mortos, seguido por áreas de "desova" (matagal, margens de rios e terreno baldio), com 87 homicídios.

Ainda de acordo com o levantamento, 78 pessoas foram mortas em bares do RN, 64 em sítios ou fazenda, 47 foram executadas às margens de estradas carroçáveis e 18 em locais com festividades. O número de pessoas mortas dentro de presídios é o mesmo que em praias de veraneio: 9. Ao todo, 47 mortos tiveram como origem conhecida somente a passagem por hospital e um não teve o local de morte identificado.

Para o coordenador de Informações Estatísticas e Análises Criminais, Ivênio Hermes, os dados mais preocupantes são com relação às mortes em bares e dentro das residências. "Já repassamos à Sesed, no mês passado, os dados referentes às mortes em bares para que possa ajudar a adoção de medidas a coibir esse tipo de crime. Já dentro das residências, o problema é maior", disse Ivênio Hermes.

Pelos números, Ivênio Hermes afirma que está comprovada a dificuldade em se evitar crimes domésticos devido à impossibilidade da Polícia de atuar ostensivamente nesses casos. Segundo ele, é preciso que políticas públicas voltadas à proteção de mulheres e crianças, que são algumas dessas vítimas, sejam implementadas.

"É um trabalho de gestões paralelas, não somente de segurança. São mortes de pessoas dentro das próprias casas, o que é difícil de se impedir. É algo importante para ser evidenciado para que haja políticas publicas voltadas para essas pessoas", avaliou.

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