Certa vez, quando o mundo vivia uma das maiores crises econômicas da história capitalista, um familiar, que era prefeito à época, fez uma indagação, como numa autorreflexão pelas próprias dificuldades que vinha passando enquanto gestor público e político: o que será que o presidente está pensando agora?

O presidente na oportunidade era Luiz Inácio Lula da Silva, homem que a história dispensa comentários, mas que é sempre bom lembrar – Brasileiro, Nordestino, retirante, engraxate, ambulante, operário, militante, embaixador das grandes causas e melhor presidente da história do nosso país.

Lula jogando bola -Antes de qualquer análise política, deixo logo registrado que admiro Lula não só pelas marcas alcançadas durante sua gestão presidencial, mas principalmente pelo seu jeito de povo, por gostar de futebol, cerveja, cachaça e política. Os que disso não gosta, desconfie.
Lula tem a cara do pobre opinioso, do sertanejo orgulhoso, do operário metido, do favelado indignado, do brasileiro apaixonado e do presidente revolucionário. Jamais seria um acadêmico submisso ou um político sem voz. Sua personalidade, reflexo de um Brasil cheio de mundos, o transformou num líder mundial que mudou a forma de pensar a política e inseriu nosso país no protagonismo da diplomacia internacional. Não aquela do pau mandado, mas essa da voz ouvida e respeitada.

Sabe bem o valor da democracia e da necessidade de agregar pontos de vistas diversos, é fato que encarnou a essência do presidencialismo de coalizão, mas jamais deixou de empreender esforços para tornar possíveis e reais os ideais de justiça social. A pluralidade que foi sua trajetória, se torna clarividente quando vemos as mensagens de aniversário a ele enviadas, que se demonstra um grande espectro, desde João Pedro Stédile, passando pela Gaviões da fiel, Chico Buarque até Nikolas Sarkozy e outros.

Nunca antes na história desse mundo, um líder foi tão respeitado e admirado.



Seu governo foi um momento de estabilidade política e ascensão econômica de todas as classes sociais, circunstância ímpar na história. A bem da verdade, a contragosto da militância socialista e também da elite econômica, em termos mais do que simplórios, no Brasil o rico ficou mais rico, a classe média passou a consumir como rico, o pobre passou a consumir e o miserável deixou de passar fome.

O mito da conciliação de classes foi mais do que real e se tornou possível através da superação de alguns conceitos neoliberais, que foram substituídos pelo neo desenvolvimentismo Lulista.
Ao fim do seu governo, se somaram diuturnamente as honrarias de doutor honoris causas, as medalhas ao mérito e outras homenagens a quem, dentre várias coisas, contribuiu para a superação da fome e da extrema miséria num país de dimensões continentais. Como diria Felipe Calderón, Lula é um mito da América Latina, ou, simplesmente, como diria Obama, ele é o CARA!
Por tudo isso, fica aqui registrado meu humilde parabéns pelos seus 70 anos, Luís Inácio Lula da Silva.