terça-feira, 20 de outubro de 2015

TURISMO! Litoral do RN Tem R$ 10 bilhões em Projetos Inacabados


Entre o céu e o mar do  RN  jazem, pelo menos, R$ 10,7 bilhões em empreendimentos turísticos embargados judicialmente, abandonados ou com obras jamais iniciadas. Do Sul ao Norte, não é difícil encontrar ao longo do litoral esqueletos de concreto em completa distonia com a paisagem paradisíaca. 

Entre o apogeu da ocupação estrangeira no estado à derrocada da crise internacional que mitigou o poder de compra de norte-americanos e europeus, as promessas de construção de resorts a custos bilionários e complexos de apartamentos exclusivos para noruegueses apadrinhados por estrelas do cinema – Antonio Banderas – e do futebol - David Beckham – não impediram   os problemas. Embargos às construções, processos judiciais e falências de construtoras compõem um desolador cenário de sonhos não realizados.

Arituba Spa Center foi projetado para noruegueses, ingleses e holandeses. Está em ruínasArituba Spa Center foi projetado para noruegueses, ingleses e holandeses. Está em ruínas

De frente para uma das paisagens mais cobiçadas do Litoral Sul, em Camurupim, os blocos Arituba Spa Center I e II foram exclusivamente projetados para noruegueses, ingleses e holandeses que desembolsariam, no mínimo, 64 mil euros para um apartamento de 62 metros quadrados com dois quartos, varanda e uma cobertura com banheira de hidromassagem e churrasqueira. 
 
A obra quase ficou pronta, não fosse o Ministério Público Estadual (MPE) ter recorrido ao Poder Judiciário alegando que a empresa responsável pela construção estaria devastando uma Área de Preservação Ambiental. “Estava tudo regularizado pelo Idema e a Prefeitura de Nísia Floresta havia expedido o Alvará de Construção”, relembrou Gustavo da Silva Santos, secretário de Meio Ambiente de Nísia Floresta à época.

Além da denúncia apresentada à Justiça pelo MPE, o Ibama reiterou a necessidade da interrupção dos serviços defendendo que o complexo de 262 apartamentos seria erguido numa área dunar. “O Ibama alegou que uma pequena elevação, um morro de areia, seria uma duna. A área foi isolada da construção, mas não teve jeito”, relembrou o advogado Francisco de Assis Costa Barros, que acompanha o processo relativo ao empreendimento. Dos R$ 30 milhões previstos para os dois blocos, que ocupariam 33 mil metros quadrados, restam hoje estruturas devastadas pela ação do tempo e de vândalos. 





#Fonte: Tribuna do Norte

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