Segundo dados do COINE (Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais) da SESED (Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social) do Rio Grande do Norte, o saldo de CVLIs (Crimes Violentos Letais Intencionais) e mortes violentas foi de 25 ocorrências, divididas conforme quadro abaixo:


Como é possível observar, Natal concentrou quase 50% dos CVLIs do fim de semana, seguida por ocorrências em outros municípios de sua Região Metropolitana, assim como cidades da Região do Seridó e Trairi.


No quadro comparativo com os anos de 2013 e 2014, conforme gráfico abaixo, o domingo 15 de novembro vem sendo o mais sangrento, com treze CVLIs, em detrimento de nenhum nos anos anteriores. Num fenômeno diferente do padrão homicida, que vitima sempre mais nas sextas e sábados, tivemos (e continuamos a ter, neste fim de ano) ocorrências concentradas no domingo.

 

A opção imediatista e superficial de culpar apenas “as guerras de facções” não fornecem explicações sólidas e comensuráveis para o problema. As execuções, concentradas no caso do Bairro de Felipe Camarão, periferia de Natal, onde ocorreram um quinto dos CVLIs do fim de semana no RN, apontam para uma dinâmica mais perversa: mais que disputa por áreas de tráfico, a permanência de grupos de extermínio a agirem nas regiões.