Países do G20 Apoiam Ações Contra Terrorismo

Pela primeira vez na história, as vinte maiores economias do mundo – que representam dois terços da população mundial – condenaram veementemente o terrorismo internacional. Religião não deve servir de justificativa para o terror, escreveram os países do G20 em um comunicado, divulgado ontem em Antalya, na Turquia, onde os líderes estão reunidos desde domingo. Ainda sob o impacto dos ataques terroristas em Paris e dos recentes atentados no Líbano e na Turquia, os países-membro votaram por um endurecimento do combate aos terroristas, melhorias na cooperação entre serviços de inteligência e o esgotamento das fontes de financiamento dos terroristas.

O último ponto na verdade é uma das tarefas fundamentais do G20, que desde a crise financeira mundial de 2008 foi incumbido da tarefa de coordenador a política econômica e financeira. A chanceler federal alemã, Angela Merkel, disse que “o fluxo de caixa dos terroristas” deve ser suprimido. Isso se refere especialmente ao “Estado Islâmico” (EI), que construiu estruturas governamentais em parte da Síria e do Iraque e coleta impostos e dinheiro de extorsão.

Frank AugsteinEmocionados, parisienses participam do minuto de silêncio em memória das vítimas do pior ataque terrorista da história da FrançaEmocionados, parisienses participam do minuto de silêncio em memória das vítimas do pior ataque terrorista da história da França

O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, que também participou da Cúpula do G20, lembrou que já existem iniciativas para identificar e bloquear as atividades de grupos terroristas no mercado financeiro internacional.

Além disso, após os ataques ocorridos em janeiro ao semanário satírico Charlie Hebdo, a França já havia feito uma série de sugestões. Os chefes de governo prometem que agora irão transformar as palavras em ações. Após o choque causado pelos ataques em Paris, não é possível que as coisas continuem como estão, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

O financiamento e abastecimento de terroristas do “Estado Islâmico” ocorreram tranquilamente até algumas semanas atrás, acreditam especialistas. As principais fontes continuam sendo a venda de petróleo da Síria e do Iraque, além da cobrança de resgate por reféns ocidentais e a venda de antiguidades roubadas.
Muitas agências de inteligência ocidentais têm destacado em seus dossiês que o Kuwait, o Qatar e a Arábia Saudita financiaram por anos o “Estado Islâmico”. Estes países, de maioria sunita, viam no EI uma liderança contra rivais xiitas da região, como o Irã.