domingo, 17 de janeiro de 2016

ALEGRIA!! Após 4 Anos de Seca, Prognóstico é de Chuvas no Nordeste em 2016


A primeira reunião oficial de meteorologistas para anunciar o primeiro prognóstico da quadra chuvosa no sertão nordestino será realizada esta semana em Fortaleza, mas uma prévia divulgada sexta-feira na Paraíba indica que a situação não é tão grave como se imaginava meses atrás. 
De acordo com relatório elaborado por uma equipe de técnicos, ao final de uma reunião convocada pela Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos do governo paraibano, o semiárido poderá ter chuvas até março provocadas por fenômenos meteorológicos transientes, como os vórtices ciclônicos. 
Chuvas pode ocorrer após enfraquecimento do fenômeno El NiñoChuvas pode ocorrer após enfraquecimento do fenômeno El Niño

Esses fenômenos, que trazem umidade do oceano Atlântico para o Continente foram os responsáveis pelas chuvas deste início de ano em todas as regiões do Rio Grande do Norte, inclusive elevando o volume de água de alguns reservatórios a níveis suficientes restabelecer o sistema de abastecimento. É o caso de Equador, suspenso no final do ano passado, quando o reservatório usado para captação de água entrou em colapso e retomado neste final de semana, segundo informou a Caern.

Na reunião de Campina Grande, os meteorologistas constataram um quadro até certo ponto animador,levando-se em consideração as condições de ano anteriores: "as atuais configurações oceânicas e atmosféricas globais indicam a persistência do fenômeno El Niño-Oscilação Sul de intensidade moderada na região do oceano Pacífico equatorial. No entanto, os resultados das análises climáticas indicam um gradativo enfraquecimento  deste fenômeno a partir do mês de março de 2016."

O sertão potiguar não tem  inverno regular desde 2011, quando as chuvas encheram os principais reservatórios, garantindo o abastecimento de água para mais de 1 milhão de pessoas e a produção de culturas de subsistência. Em 2012, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), que faz a coleta de dados em 197 pluviômetros, o volume de chuva ficou muito abaixo das médias históricas em pelo menos 90% das cidades. Do total de 167 municípios, 133 ficaram na classificação mais grave (muito seco) e 16 na "seco'.

No ano passado, os chamados fenômenos meteorológicos transientes garantiram "inverno normal" em 21 municípios; outros cinco receberam a classificação "chuvoso" da Emparn. Em 2016, o acumulado de chuvas supera os 100 milímetros em 14 municípios, dos quais dez no Alto Oeste.

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