domingo, 10 de janeiro de 2016

Simulação Passa a Ser Obrigatória Para Retirar Carteira de Habilitação

O processo para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sofreu modificações que passaram a valer desde o primeiro dia do ano. É que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu tornar obrigatória a utilização de simulador de direção veicular em Centros de Formação de Condutores (CFC) em todo o Brasil. A regulamentação está em resolução de número 543 do Contran, publicada no Diário Oficial da União em 20 de julho de 2015, e só é válida para pessoas que se matricularem em autoescolas a partir do início da vigência da medida.
 
No RN, dos 88 estabelecimentos credenciados ao Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do estado, 50 já possuem os equipamentosNo RN, dos 88 estabelecimentos credenciados ao Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do estado, 50 já possuem os equipamentos

Neste primeiro momento, apenas aprendizes que pretendem habilitação categoria “B” deverão cumprir a exigência. Posteriormente, passará a valer para as demais categorias (caminhões, motos e ônibus). No Rio Grande do Norte, os CFC’s já estão estão em fase de adaptação à resolução. São 88 estabelecimentos credenciados ao Sindicato dos Proprietários de Centros de Formação de Condutores do RN (SIPROCFC-RN). Destes, 50 já dispõem do equipamento. O restante deverá receber os simuladores até o final de janeiro.

Conforme estabelece a legislação, de um total 25 aulas práticas, de 50 minutos cada, cinco deverão ser realizadas por meio do simulador. Pelo menos uma dessas aulas deve ser em conteúdo noturno. A utilização do aparelho deve se dar após a conclusão do teste psicotécnico, das aulas teóricas, com a realização do “provão”, e antes das aulas práticas com veículo em campo. O equipamento põe os alunos à prova em diversas situações presentes no cotidiano dos motoristas, como dirigir em meio a uma forte chuva ou a uma neblina, por exemplo.

A adoção deste novo recurso culminou com algumas alterações em termos de custos e prazos. Antes da resolução, se levava de 45 a 60 dias para retirar a CNH, com valor estimado em R$1.300. Agora, a previsão é de que a habilitação seja entregue, após todos os testes, em até 75 dias, com custo estimado entre R$1.650 e R$1.700.

De acordo com Fátima Machado, proprietária e instrutora de uma autoescola localizada no Centro de Parnamirim, o uso do simulador deverá proporcionar mais qualidade na formação apesar dos custos que possam implicar. “Eu acredito no resultado final. Na aula prática, tem que explicar ao aluno sobre painel, troca de marcha, pedais, isso levava pelo menos quatro aulas para aprender. Com o simulador se economiza tempo. Caso o aluno tenha dificuldade, o próprio equipamento auxilia”, explicou. 
 
Repórter Marcelo Filho, que nunca dirigiu, testou o simuladorRepórter Marcelo Filho, que nunca dirigiu, testou o simulador

Além disso, na avaliação da diretora, o aluno ganha mais confiança após concluir os testes no simulador. “Principalmente para quem não tem conhecimento nenhum do veículo, pois irá aprender todos os comandos. Quando chegar ao veículo, já terá conhecimento do equipamento”, considerou.

Mesmo com os benefícios trazidos pela incorporação do simulador ao processo de aprendizagem, as aulas ainda não começaram a ser registradas. O funcionamento da máquina se dá por meio online, em que é necessário estar conectado com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de cada estado. No contexto potiguar, o órgão estadual ainda não estabeleceu ligação online com as autoescolas, para que sejam registradas as presenças dos instrutores, dos aprendizes e, sobretudo, o desempenho destes durante as aulas no equipamento.

A reportagem entrou em contato com o Detran-RN para saber dos motivos para a falta de conexão, bem como de prazos para sanar o problema, mas não obtivemos retorno até o final desta matéria.

Custos não inviabilizam autoescolas

Após a publicação das primeiras resoluções do Contran que estabelecia a obrigatoriedade do simulador na formação de condutores em autoescolas, proprietários dos estabelecimentos em todo o país se mobilizaram contra o decreto. A principal queixa era quanto aos vultosos custos que demandariam na aquisição e manutenção dos aparelhos. Porém, esta realidade não se configurou entre as CFC’s do Rio Grande do Norte.

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