No Congresso, Presidenta Dilma Pede Pparceria Para Aprovar Medidas Polêmicas

Resultado de imagem para Dilma abre sessão solene do CongressoEm um gesto de conciliação, a presidenta Dilma Rousseff abriu a sessão solene do Congresso Nacional na tarde desta terça-feira (2) pedindo a construção de uma "parceria" e tocando em temas polêmicos, como a volta da CPMF, a reforma da Previdência, o combate ao zika vírus e os desafios dos Jogos Olímpicos de 2016.

Ao lado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Dilma iniciou a declaração pedindo o estabelecimento de “parceria” com o Congresso para retomar a estabilização fiscal e assegurar a retomada do crescimento. “Esses objetivos não são contraditórios, pois o crescimento da economia depende da expansão do investimento público e privado, o que requer equilíbrio fiscal e controle da inflação”, afirmou, ressaltando que apresentará uma proposta para o Parlamento ainda no primeiro semestre.

A presidenta também apelou para a construção, em conjunto com os parlamentares, de uma agenda que priorize medidas que permitam a transição de “um ajuste fiscal para uma reforma fiscal”. O objetivo, segundo ela, é construir bases para a sustentabilidade fiscal a médio e longo prazo e estabelecer um cenário mais confiante para a economia brasileira.

“Há várias formas de preservar a sustentabilidade da Previdência. Vamos apresentar a nossa e considerar outras. Dialogaremos com a sociedade para uma proposta justa para os brasileiros”, afirmou Dilma, ressaltando que a proposta terá como premissa o respeito aos direitos adquiridos e envolverá “um período adequado de transição”.

“Quero ressaltar que a reforma não é uma medida em benefício do atual governo. O impacto será mínimo no curto prazo. A reforma é uma questão do Estado brasileiro, pois melhorará a sustentabilidade fiscal do Brasil no médio e no longo prazo, proporcionando maior justiça e um horizonte de estabilidade ao País”, declarou.

Dilma também levantou um dos temas mais espinhosos em seu discurso ao Congresso: a volta da CPMF, tributo que incide sobre transações bancárias. Antes mesmo do início da sessão, parlamentares da oposição já erguiam cartazes azuis e amarelos com a mensagem "Xô CPMF".