PMDB Elege Deputado Leonardo Picciani, Derrota Eduardo Cunha e Amplia Pressão Por seu Afastamento



Eduardo Cunha vê vitória de Leonardo Picciani (abaixo), reeleito para o comando do PMDB na Câmara
Eduardo Cunha vê vitória de Leonardo Picciani (abaixo), reeleito para o comando do PMDB na Câmara

Por 37 votos a 30 (e dois em branco), os deputados federais do PMDB elegeram nesta quarta-feira (17), em votação secreta, Leonardo Picciani (RJ) como líder da bancada, aplicando uma grande derrota ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que patrocinou e se empenhou pessoalmente pelo candidato derrotado, Hugo Motta (PB).
O resultado tem pelo menos três efeitos diretos: 1) deve enfraquecer o movimento pró-impeachment de Dilma Rousseff, capitaneado principalmente por Cunha; 2) diminui um pouco a resistência aos projetos de ajuste fiscal e aumento de arrecadação que o governo pretende ver aprovados; 3) e tem potencial de reforçar a pressão pelo afastamento do peemedebista da presidência da Câmara, decisão que o Supremo Tribunal Federal deve tomar nas próximas semanas

Denunciado sob a acusação de integrar o esquema do petrolão, Cunha teve o pedido de afastamento do cargo e do mandato protocolado pela Procuradoria-Geral da República no ano passado.
A avaliação de aliados e de adversários era a de que uma vitória nesta quarta era fundamental politicamente como demonstração de que ainda mantém força suficiente na Câmara para derrotar o governo e resistir no cargo. 

Cunha passou os últimos dias telefonando e conversando pessoalmente com vários peemedebistas pedindo voto para Motta, aliado que presidiu a CPI da Petrobras por indicação sua. A derrota, porém, mostra que o presidente da Câmara perdeu força em seu próprio partido, de quem foi líder de 2013 a 2015. 

Já o governo, embora tivesse declarado publicamente neutralidade, atuou pela candidatura de Picciani. O lance mais explícito foi a liberação do ministro da Saúde, Marcelo Castro, que deixou o cargo por um dia, mesmo com a epidemia do vírus da zika, para reassumir o mandato e votar no nome apoiado pelo Planalto. 




#Fonte: Uol