sexta-feira, 15 de abril de 2016

OPINIÃO! O Dia Depois Ao Golpe

Coluna do Barbosa
 
Fico a imaginar qual será o dia seguinte ao impeachment da presidenta Dilma caso isso venha mesmo a ocorrer. Michel Temer (PMDB-SP) recebendo a faixa presidencial – seu maior desejo de consumo -, ladeado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e, claro, todos os caciques peemedebistas. Óbviamente na foto não poderiam faltar os senadores Aécio Neves (PSDB-SP), José Serra (PSDB-SP) e José Agripino Maia (DEM-RN) e outros menos votados como o pessoal do PP que abandonou o barco de última hora para apoiar o golpe.

Os incautos acreditarão, certamente, que todos do “novo governo”, embora tenham algum tipo de implicação no STF (Supremo Tribunal Federal), serão capazes de tirar o Brasil da crise econômica em que se encontra mesmo sendo falsos paladinos da moralidade e da ética. O próprio Michel Temer, por exemplo, está sendo questionado no Supremo. A ação analisada no STF pede o impeachment de Temer sob o argumento de que ele também editou decretos, em 2015, abrindo créditos suplementares incompatíveis com a meta de superávit primário e sem autorização do Congresso. Foi esse o principal motivo apontado por Eduardo Cunha, para acolher a denúncia contra Dilma.

Eduardo Cunha, um dos mentores do golpe, esse então, tem seu nome recheado de acusações. A PGR (Procuradoria Geral da República) recebeu da Suíça extratos bancários e documentos que indicam que o presidente da Câmara era titular de quatro contas no país. Em uma, segundo informou o MP suíço, houve um depósito de 1,3 milhão de francos suíços.
Segundo a PGR, trata-se de dinheiro de propina oriundo de contrato de exploração de um campo de petróleo em Benin, na África. Cunha nega que tenha contas fora do país, óbvio.

Preso na Lava Jato, João Augusto Rezende Henriques, um dos operadores do PMDB no esquema de corrupção, também afirmou em depoimento à Polícia Federal que fez uma transferência ao exterior para um conta de Cunha. A transferência seria referente à compra pela Petrobras de uma área de exploração de petróleo em Benin, na África.

Preso também na Lava Jato, Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano e um dos supostos operadores do PMDB no esquema na Petrobras, confirmou em depoimentos de delação premiada que Eduardo Cunha recebeu ao menos US$ 5 milhões em propina por contratos de aluguel de navios-sonda pela estatal.

Em um de seus depoimentos de delação premiada, Baiano afirmou que entregou quantia entre R$ 1,5 milhão em espécie no escritório de Cunha. O presidente da Câmara não comentou as acusações e disse que houve vazamento “seletivo” da delação. Ah, sei, aí é vazamento seletivo.
Em julho, o ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo afirmou em depoimento à Justiça Federal do Paraná que foi pressionado por Cunha a pagar US$ 10 milhões em propinas para que um contrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado.

Cunha também foi citado por Eduardo Vaz da Costa Musa, ex-gerente da Área Internacional da Petrobras. Musa afirmou que era de Cunha a “palavra final” nas indicações políticas para cargos na Área Internacional da empresa.

Renan Calheiros também é alvo de nove inquéritos na Operação Lava Jato, sob suspeita de ter recebido dinheiro desviado da Petrobras. Afora isso, o senador teria pago pensão de filha com jornalista, num relacionamento ex-conjugal, com dinheiro de propina. Denúncia de 2013 ainda não foi julgada; STF vai decidir sobre prescrição.

O ministro do STF Luís Roberto Barroso autorizou também abertura de inquérito para investigar o senador e presidente do DEM, José Agripino Maia, por suposto recebimento de propina da empreiteira OAS.
O pedido de inquérito foi feito pela Procuradoria-Geral da República por suspeitas de que Agripino teria recebido propina da OAS para ajudar a retirar entraves para a construção da Arena das Dunas, estádio em Natal que recebeu partidas da Copa do Mundo de 2014.

Na época, a governadora do Rio Grande do Norte era Rosalba Ciarlini, do DEM.
Também de acordo com a PGR, Agripino ajudou na liberação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que a OAS construísse a arena. “Em contrapartida, no ano de 2014, a OAS teria doado, oficialmente, R$ 500 mil ao Diretório Nacional do DEM”, afirma Barroso em sua decisão.

Ao autorizar a abertura de inquérito contra o presidente do DEM, Barroso lembrou que, para este procedimento, “não se exige a comprovação dos fatos investigados, bastando a verificação de indícios mínimos de materialidade e de autoria”.
O senador Delcídio do Amaral (MS), por sua vez,  afirmou em acordo de delação premiada que o tucano Aécio Neves foi beneficiário de um “grande esquema de corrupção” na estatal Furnas.

Esse esquema, segundo Delcício, era operacionalizado por Dimas Toledo, ex-diretor de engenharia de Furnas, e que teria “vínculo muito forte” com Aécio.

Como se observa, a República está podre. Se é para tirar a presidenta Dilma através de um golpe, que os golpistas também não possam assumir o governo. Melhor seria haver novas eleições.
A conferir!

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