terça-feira, 19 de abril de 2016

Presidenta Dilma, Após Votação do Impeachment, Concedeu Entrevista Coletiva no Palácio do Planalto

Dilma diz que se sente injustiçada após impeachment passar na Câmara

A presidente Dilma Rousseff convocou a imprensa nesta segunda-feira para dizer que se sente "injustiçada" e "indignada" com a decisão da Câmara, que ontem autorizou o processo de impeachment contra ela. Ela disse que não se abaterá e continuará lutando para que não seja retirada do posto de Presidente da República. Voltou a dizer que não cometeu crime de responsabilidade e assegurou: "Tenho força, ânimo e coragem suficientes para enfrentar com sentimento de muita tristeza essa injustiça." Dilma voltou a chamar o vice Michel Temer de conspirador e traidor. E avisou que continuará se defendendo no Senado:
— Pode parecer que eu esteja insistindo numa tecla só, mas é uma tecla muito importante, que é a tecla da democracia. Não há crime de responsabilidade. Os atos que me acusam foram praticados por outros presidente da República antes de mim e não foram caracterizados como atos criminosos. Foram considerados legais. Então, eu me sinto injustiçada e indignada porque a mim me reservam tratamento que não foi reservado a ninguém.

Sobre Temer, afirmou:
— É estarrecedor que um vice-presidente no exercício de seu mandato conspire contra a presidente abertamente. Em nenhuma democracia uma pessoa que fizesse isso seria respeitada. A sociedade humana não gosta de traidor.
E foi contundente em se apresentar disposta a enfrentar a nova etapa do processo, agora no Senado:

— Eu continuarei lutando e vou participar de todo o processo. Tenho certeza que nós teremos oportunidade de nos defender no Senado. Ao contrário do que alguns anunciaram, não começou o fim. A luta será longa e demorada, não é uma luta que envolve apenas o meu mandato. Não é por mim, mas pelos 54 milhões de votos que tive. É uma luta de todos os brasileiros pela democracia em nosso país. Sem democracia não há e não haverá crescimento econômico.

A presidente também falou novamente sobre golpe e comparou a situação de hoje com a época da ditadura.
— Eu sempre lutei pela democracia, e vou continuar lutando por ela. No passado, na juventude, enfrentei por convicção a ditadura. Agora, eu também enfrento, por convicção, um golpe de estado. Um golpe diferente da minha junventude, mas um golpe da minha maturidade. Um golpe criado sob um aspecto de legalidade.

Dilma voltou a repetir que o processo de impeachment "não tem base legal". Ao ser questionada sobre as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou recursos do governo, decidiu o rito a ser adotado e, na última quinta-feira, referendou a regra de votação estabelecida por Eduardo Cunha, a presidente disse que o STF não analisou o mérito do processo:
— As decisões do STF (sobre o impeachment) foram processuais. Não têm a ver com o conteúdo. O (fato de o) Supremo decidir que o andamento do processo será assim ou assado, não significa que ele decidiu sobre o mérito. Aliás, a única decisão que tem a ver com o mérito, é que o processo de impeachment não pode ser acrescido de outras denúncias. Não tenho conhecimento de nenhuma outra decisão do Supremo sobre o mérito desse processo.

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