quinta-feira, 18 de agosto de 2016

CABEÇA BOA!! Quem Pensa que no Esporte o Triunfo Vem com os Pés ou as Mãos se Engana


THIAGO BRAZ mandou subir o sarrafo cinco centímetros, embora, ao contrário de seu rival, jamais houvesse saltado 6m03.

Mandou porque tinha certeza de que inflado pela torcida conseguiria atingir a marca que valeria o ouro, tamanho o susto imposto ao adversário. 


De fato, Braz saltou, e o francês, perplexo, incrédulo, não.

Estava mentalmente derrotado, independentemente das inaceitáveis vaias que recebeu da torcida mal-educada presente ao estádio Nilton Santos. 


Do mesmo modo, o pugilista Robson Conceição subiu ao ringue com o peito dourado, tal a confiança que o fez se impor a outro francês ainda antes de a luta começar. A postura física de um e outro permitia ter certeza da vitória. 


Como a concentração da judoca Rafaela Silva dava a ideia de que sua conquista era inevitável, situação idêntica à da dupla brasileira de vôlei de praia Ágatha e Bárbara antes e durante o jogo contra a da tricampeã olímpica, a norte-americana Walsh, invicta desde Atenas em 2004, nada menos de 26 vitórias seguidas em Olimpíadas. 


As brasileiras estudaram a campeã, sabiam que não eram as favoritas, se concentraram na ideia de que era é possível e venceram sem dar chances às rivais.

Se a mente tem seu lado brilhante, tem também o sombrio.

Aquele que fez o time nacional de basquete perder para a Argentina como perdeu, derrotado mentalmente quando tinha a vitória nas mãos. 


Ou o que fez as mulheres do futebol caírem na óbvia armadilha sueca, clara desde o início da semifinal, planejada para levar o jogo aos pênaltis. As brasileiras foram incapazes de criar alternativas por 120 minutos e agora amargam o fim do sonho do ouro.

É óbvio que há derrotas que não significam a submissão mental, como a do vôlei feminino para as chinesas. 


Mas subestimar o trabalho psicológico é erro primário, algo que ainda não está devidamente absorvido no esporte nacional.

Some a isso os insuportáveis coros de "eu acredito" e "sou brasileiro com muito orgulho" e teremos a receita certa para a derrota por falta de cabeça e criatividade. 


Cabeças boas agradecem por jogar em casa. As nem tanto sucumbem diante da pressão. 


Ou alguém acha que a Alemanha é tão melhor a ponto de ganhar de 7 a 1? 



#Fonte: Juca Kfouri

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