segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Fraco desempenho do Judô ameaça plano de top 10 do Brasil na Olimpíada


Até agora, o Brasil só ganhou uma medalha nos Jogos, a prata de Felipe Wu na pistola de 10m do tiro esportivo

Sarah Menezes era campeã olímpica e, em 2016, tinha subido ao pódio em todas as competições que disputou. A Olimpíada do Rio de Janeiro foi a primeira em que não ganhou uma medalha. Felipe Kitadai, bronze dos Jogos de Londres-2012, também ficou pelo caminho. O mesmo aconteceu com Charles Chibana, ex-número 1 do mundo, e Érika Miranda, medalhista nos três Campeonatos Mundiais do ciclo olímpico.

Eram quatro atletas com chance de pódio. Mesmo assim, depois de dois de lutas, o judô brasileiro, dono de 19 medalhas olímpicas, segue em branco. Sinal amarelo para a modalidade que, nos planos do esporte brasileiro, é peça-chave para um lugar entre os dez melhores do quadro de medalha dos Jogos Olímpicos.

Ao ser questionado sobre que nota daria para sua delegação até agora, Ney Wilson, coordenador da CBJ (Confederação Brasileira de Judô), foi duro. “Nota boa no caso de alto rendimento é medalha. E nós não conquistamos nenhuma. Chegamos a só uma disputa de bronze. Eu diria que estamos entre [a nota] cinco e o seis. E vamos brigar para reverter o quadro nos próximos cinco dias”.

Não que o desempenho dos brasileiros esteja exatamente ruim. Chibana perdeu para o tricampeão mundial japonês Masashi Ebinuma. Felipe Kitadai, para dois atletas fortes da escola soviética. Nenhum deles era favorito em seus combates. Mas as mulheres poderiam ter ido melhor.

Sarah Menezes, por exemplo, perdeu nas quartas de final para Dayaris Mestre Alvarez, uma atleta que ela venceu cinco vezes seguida. E Érika Miranda, para a chinesa Yingman Ma, que nunca subiu ao pódio em Mundiais – e estava perdendo a 30 segundos do final. “Uma luta em que, faltando 30 segundos e com a vitória na mão, você falha é frustrante. Talvez ansiedade, talvez tenha se precipitado. Mas acabou pagando bem alto o preço em uma luta que, para nós, já era uma luta vencida“, contou a judoca.

Até agora, o Brasil só ganhou uma medalha nos Jogos, a prata de Felipe Wu na pistola de 10m do tiro esportivo. Foi a primeira em 96 anos na modalidade, mas era uma conquista esperada, já que o atirador paulista era líder do ranking mundial.

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