ESTUDANTES DO IFRN REALIZAM ATO EM DEFESA DA EDUCAÇÃO

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Com o acirramento dos ataques pelo Governo Federal aos direitos sociais e principalmente a educação, alunos e servidores do IFRN, com apoio do SINASEFE Natal, realizaram na tarde dessa quarta-feira (07/12) um ato que culminou na ocupação da Reitoria pelos estudantes. A iniciativa teve como objetivo defender a educação pública e denunciar o desmonte do serviço público. A mobilização teve início em frente ao Campus Natal Central e seguiu em caminhada até a Reitoria.

Munidos de faixas e cartazes, os manifestantes alertavam os pedestres e motoristas, que circulavam pela via sobre as consequências nefastas da implantação de medidas como a Reforma do Ensino Médio e a PEC 55, ambas recentemente aprovadas em comissões e votações na Câmara e no Senado Federal. Inicialmente, o grupo panfletou na entrada do IFRN e ao lado do shopping Midway Mall, enquanto o professor do IFRN, Raoni Souza, realizou uma aula pública sobre a Projeto de Emenda Constitucional.

Segundo o docente, a PEC 55 significará a fim de uma série e direitos sociais garantidos pela Constituição de 1988. “Com o congelamento dos gastos por vinte anos, não somente esse governo mais seus sucessores ficaram impedidos de financiar políticas sociais que viabilizam direitos básicos assegurados pela legislação, além de ser uma falácia do ponto de vista econômico”, explicou o docente.

Ao final do ato, os manifestantes saíram em caminhada até a Reitoria do IFRN, onde foram recebidos pelo Pró-reitor de Ensino, Agamenon Henrique de Carvalho Tavares. Nesse momento, foi anunciada a ocupação do prédio pelos estudantes, que realizaram no local uma plenária e anunciaram suas reivindicações. Entre as principais demandas dos alunos estão: o pronunciamento oficial da Instituição contra as medidas do Governo Federal, em especial a reforma do Ensino Médio; a Lei da Mordaça e a PEC 55; a suspensão do calendário acadêmico, tendo em vista que diversos campus se encontram em greve; além de uma posição formal do Instituto garantido a reposição de aulas e a não perseguição de alunos envolvidos com o movimento estudantil.