Força Nacional Inicia Patrulhamento Pelas Ruas de Natal/RN


O Plano Nacional de Segurança Pública (PNSP), que chegou a ser anunciado para ter início somente na manhã da quinta-feira (16) em Natal, começou mesmo na tarde desta quarta (15). Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte (Sesed), integrantes da Força Nacional saíram em patrulhamento pelas ruas da cidade por volta das 16h. A redução do número de homicídios, feminicídios e crimes de violência contra a mulher são alguns dos pilares do plano.

A equipe é formada por 120 policiais militares. Destes, 70 encontram-se no RN desde meados de janeiro, quando a segurança no entorno da Penitenciária Estadual de Alcaçuz precisou ser reforçada por causa das rebeliões que terminaram com a matança de pelo menos 26 detentos.

Na manhã desta quarta, quando o início das operações do PNSP foi anunciado pela Sesed, o secretário Caio Bezerra chegou a explicar que, por uma questão de logística, a Força Nacional sairia de Alcaçuz para colocar o patrulhamento nas ruas. "Esses homens irão atuar mediante apontamento das machas criminais nos bairros", disse. E acrescentou: "A Polícia Militar assumirá o trabalho no entorno do presídio de Alcaçuz que estava sendo realizado pela Força Nacional. Dentro do Plano, a PM participará com 240 homens no patrulhamento por meio de escala extraordinária a ser custeada pelo Governo Federal".

PNSP
Três pilares básicos norteiam o projeto-piloto do Plano Nacional de Segurança Pública: 'Integração', 'Colaboração' e 'Cooperação'. A ação tem como objetivo combater e reduzir o número de homicídios dolosos, feminicídios e crimes de violência contra a mulher; modernizar e racionalizar o sistema penitenciário, além de dar combate integrado à criminalidade organizada transnacional.

Ataques

Natal, algumas cidades da região Metropolitana da capital potiguar e outras do interior do estado viveram dias de tensão após uma série de ataques criminosos ocorrida em janeiro deste ano. Não houve mortes, mas diversos ônibus e carros foram incendiados e delegacias e bases da polícia alvos de disparos de arma de fogo.

Segundo a Secretaria de Segurança, os atentados foram uma resposta à retirada de mais de 200 membros de uma facção da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, transferência realizada logo após a morte de pelo menos 26 detentos. O 'Massacre de Alcaçuz', como ficou conhecida a matança, aconteceu em meio a uma rebelião que durou quase duas semanas – a mais violenta da história do sistema prisional potiguar.