Canguaretama: COM PARTICIPAÇÃO DE CANGUARETAMENSE, PROJETO DE AQUAPONIA DE EMPRESA JÚNIOR DA UFRN CONQUISTA PRÊMIO PARA LEVAR ÁGUA E RENDA AO SEMIÁRIDO

PARABÉNS ALEXANDRE GOMES!


Apoiar soluções inovadoras de acesso à água potável que proporcionem a geração de renda no semiárido brasileiro. Foi com esse estímulo que a empresa SEA Júnior, do curso de Engenharia de Aquicultura, do Departamento de Oceanografia e Limnologia (DOL) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), venceu em primeiro lugar o Desafio AMA, da fabricante de bebidas Ambev.
O projeto de Aquaponia, que proporciona o cultivo de peixes e hortaliças com economia de água, foi a proposta vencedora do concurso e começa a ser implementado no início de 2018, com aporte de R$ 30 mil para execução na comunidade rural de Jaguaruana, no estado do Ceará, onde existe captação de água pelo projeto AMA. A equipe deve visitar o local até o fim do semestre.

Rafhael Azevedo, assessor de projetos da empresa júnior, explica que a aquaponia é um  sistema integrado a organismos aquáticos, neste caso de peixes, com o sistema de hortaliças. Tudo funciona num circuito. Um tanque de peixes interage com um tanque de hortaliças, a água que abastece os peixes é tratada por filtros e usada para o cultivo das plantas.

“Há o tanque dos peixes, eles excretam seus dejetos junto com a alimentação e oferecem nutrientes. A água desse tanque passa por um decantador e um biofiltro, onde existem bactérias que transformam a matéria orgânica [amônia], em nitrito, e posteriormente, em nitrato”, afirma Rafhael Azevedo. O nitrato é a fonte de nutriente preferida das plantas, já para os peixes é tóxica.

A água passa pelo decantador para retirar as partículas mais grossas, de lá segue para o biofiltro, que pega a amônia e transforma dejetos em nitrito e depois em nitrato. “ A água é tubulada para o tanque das hortaliças. As raízes das plantas entram em contato com a água e absorvem o nitrato. Quando as plantas absorvem o nitrato, a água já está nova para voltar para o tanque dos peixes”, explica o estudante Alexandre Gomes.

Cerca de 200 famílias serão beneficiadas. “O sistema permite vários tamanhos, desde aquários menores até instalações de grande porte, variando o volume de produção. As estimativas são de um retorno de cerca de R$ 4.500 reais por mês”, diz Eduarda Tayná de Almeida, presidente da SEA Jr. A capacidade inicial será de 250 kg de peixe e três mil mudas de hortaliças.

Pontos Positivos
Como o projeto será desenvolvido em região semiárida, a vantagem é que não é preciso colocar água nova no sistema, porque ela é reutilizada e tratada naturalmente. A água que deve ser inserida no sistema é apenas aquela  perdida por evaporação.

Outra vantagem, é que se dispensa a utilização de agrotóxicos, comumente utilizado para as plantas crescerem, pois todo o nutriente está na água. “É um sistema de cultivo sustentável que garante a segurança alimentar, pela não utilização de agrotóxicos ou fertilizantes”, afirma Eduarda Almeida.

A SEA Jr- Serviços em Engenharia Aquícola, foi criada em 2013, e está efetivamente no mercado desde 2014. Tem, atualmente, 21 membros na equipe e possui oito projetos em andamento. Todos na área da Engenharia de Aquicultura.

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