Sindsaúde/RN Entra Com Ação para que Estado Pague Salário dos Servidores com Verba Federal

Desde janeiro de 2016, os servidores amargam atraso de salários
 
O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN) entrou nesta terça-feira, 15, com uma ação coletiva na 4ª Vara da Justiça Federal solicitado que o governador Robinson Faria pague os servidores da saúde com verba Federal da fonte 162, destinada à saúde, que hoje, acumula-se em R$ 100 milhões.

O sindicato solicita que a verba seja destinada para o pagamento de salário de maio dos servidores da saúde da ativa e aposentados, o restante do 13º dos servidores que recebem acima de R$ 3 mil e o salário de abril dos aposentados que recebem acima de R$ 4 mil. Além disso, o pagamento dos próximos meses - com a continuidade da verba federal- aos servidores da ativa e aposentados.

O governo pagou os salários dos servidores da saúde de janeiro, fevereiro, março e abril com verbas federais, após ação judicial. Só dessa forma, foi garantido o salário dos servidores e mesmo assim, deixando os aposentados e pensionistas fora da folha dos servidores da ativa. Demonstrando um total desprezo aos profissionais que dedicaram boa parte de suas vidas à saúde do Estado. Distinção, essa, que o Sindsaúde repudia.

Ação parecida também teve o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern). A Ação Civil Pública, movida pela Assessoria Jurídica do Cremern, tem como base a disponibilidade de recursos existentes na fonte (162), onde atualmente o Governo do Estado dispõe de R$ 100 milhões, quando a folha de pagamento devida é de R$ 50 milhões.

Desde janeiro de 2016, os servidores amargam atraso de salários. Além de ferir a Constituição Estadual, que prevê que o salário deve ser pago até o último dia útil do mês, o governo Robinson joga a conta da crise nas costas dos servidores.

"A maioria dos servidores não dispõe de outra fonte de renda a não ser essa. Com isso, os servidores acabam atrasando suas contas de água, luz, aluguel, telefone, ficando totalmente endividados e piorando as condições de vida. O pagamento do salário em dia trata-se de um direito fundamental do (a) trabalhador (a) e deve ser respeitado", disse Manoel Egídio Jr., Coordenador-geral do Sindsaúde-RN.